quinta-feira, 19 de agosto de 2010

FRANCO BRASIL


Degolaram Matise.
Mataram De Gaulle.
Envenenaram Voltaire.

Viveu Victor Hugo
Que mudou de profissão
E foi vender bolsas.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

DO AUTOR:


Aqui vai um conselho aos que me lêem: Não confiem em nada que eu diga ou fale. As palavras, embora extensões do meu ser-uno, são meras limitações do meu espírito. Escrevendo, me subordino a elas. Doces verbetes que oferecem a ilusão. A sensação de liberdade! Falsa liberdade! Palavras apenas rotulam e separam uma coisa de outra. Palavras desconhecem que a totalidade é indivisível! Quem nunca teve aquela sensação inexplicável, para além de qualquer verbo, de qualquer oração ou onomatopéia, e por querer transbordá-la ao mundo acaba por cair na subjetividade escrita?

Se quiserem algo para ler que realmente lhes toque com profundidade, leiam o meu silêncio. O silêncio do meu corpo. O silêncio da minha mente. Em silêncio experimento a liberdade e o desapego de todas as aflições. Todos podem lê-lo a qualquer momento! O meu silêncio é o seu silêncio e a minha paz é sua paz! O silêncio é o mesmo para todos. Sem discriminação. Quando quiserem ler-me, fiquem em silêncio e apenas respirem e por vezes, sorriam. Encontrarão-me no silêncio, dentro de vocês!

Se posso dar um conselho aos que me lêem: Duvidem de minhas palavras! Mas duvidar do meu silêncio é questionar suas próprias certezas.

Bom...Aconselho que também o façam!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pequeno Pássaro, Passarinho...


Doce pássaro que em minhas velhas raízes encontro.
Perdido e desolado lhe tomo em meu tronco
Como a mãe terra lhe tomaria no colo.
Frágeis asas, frágil seu canto;
doce pássaro que treme neste início de Outono.

Agora, aquecido, voe, passarinho!
Voe pra onde é verão!
Em meus galhos farei um ninho,
para quando voltar, então.

Pequeno passaro, passarinho,
quão doce é sua canção.
Volte para ensonar os estribilhos
às cordas tão nervosas deste descompassado coração.

Pequeno pássaro, passarinho,
de tão longe veio vindo,
e sem eu ter percebido,
fiz seu ninho em meu coração!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

SOBRE EDIFICIOS E FUNDAÇÕES


Quando se constrói, é imprescindível que os operários façam uma boa base e uma firme fundação antes de qualquer outra coisa. Quanto mais bem colocado os pilares, mais alto poderá ser a edificação. Para isso existe um processo:
Primeiro estuda-se o terreno. Constituição e tempo de formação do solo (pois de acordo com a idade de sua gênese ele tem determinadas constitutivas), assim como deve ater-se, também, a atenção à sua topografia. Concluída esta etapa e já tendo um perecer geral a respeito do local de aplicação da edificação parte-se para a segunda etapa. Nesta, o construtor especula as melhores maneiras de perfurar o solo, tendo como princípio os resultados da primeira fase. Se o terreno é rochoso, o maquinário deverá ser mais forte. Se o terreno é instável deve ser perfurado lentamente e com cautela.
Feito as cavas, colocam-se as vigas. Esta é a terceira e última etapa. É onde a laje é feita. Uma boa base deve ser construída com a preocupação de passá-la por todas as vigas. São de baldrames bem construídos e de vigas seguramente assentadas que surgem alicerces capazes de amparar um enorme arranha-céu. Cumprido estas três etapas com louvor não será preciso preocupar-se com oscilações climáticas e temporais. Poderá subir paredes com a certeza de que a fase inicial do projeto foi perfeitamente bem sucedida, tendo como resultado uma prima estrutura para erguer edificações à altura que lhe é de desejo.

sábado, 20 de março de 2010

A Criança e o Pote de Biscoitos


A mesma sensação que uma criança tem quando sobe na cadeira para pegar o pote de biscoito no alto da prateleira e, por não alcançar, fica na ponta dos pés e estica todas as costelas e separa todas as vértebras de sua coluna que, alinham-se do cóccix até à ponta do maior dedo de sua pequena mão. A criança, naquele momento, é o melhor de si. Sua atenção é o pote de biscoitos! Sua mente é o pote de biscoitos! Queria ela ser o pote de biscoitos! E se por ventura, se por um acaso do destino, ela caísse do banco de costas no chão, lhe seria revelado um grande aprendizado: A Lei da Gravidade. E por frustração iria chorar.

Por mais que eu caia da cadeira, seja quantas vezes for, descubro-me enorme, pois, ao contrário de chorar, deitado no chão, posso ver quão grande, e lindo, e infinito é o céu. E tocando-o com minha mente, posso eu ser toda sua grandeza, ser toda sua beleza, toda sua infinitude!

Devíamos aprender a olhar mais para o céu!

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Ébrio


Hoje,
vi uvas, lá fora, no jardim.
Enquanto vinho,
A uva passa.
Tinto! Tinto!
Na adega.

terça-feira, 2 de março de 2010

Vivendo e Aprendendo


A árvore, que muito se contorcia
Tentando fugir do vento e da chuva,
Um dia descobriu o céu!