quarta-feira, 16 de novembro de 2011
I'm Home
In a dream, my brother appeared to me and said:
Let's go home.
Hand in hand. Step by step.
We came back and back,
I was never alone.
The diamond can cut anything, but nothing can cut Diamond.
I'm home.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Ignoto
Um Pôr-do-Sol finda, lá fora,
E uma aurora flameja num horizonte, aqui dentro.
O extraordinário balão alvo de Artêmis desponta no horizonte;
E uma luz, bem aqui dentro, bem lá no fundo,
Evoca uma púbere batida além-mundo,
Um arquejar ignoto às cordas do meu coração.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Pelo Vidro da Janela
Pelo vidro da janela
Posso ver a areia da praia.
Lá, ao longe, uma criança
Cata conchas
Enquanto seu pai trabalha.
As mãos sofridas que trabalham
Trazem comida para dentro de casa.
As mãos pequenas que catam conchas
Confortam e trazem a força
Para cada jornada.
A mãe, em casa, espera
Com a comida posta em tigelas.
O menino trará conchas,
E o pai trará areia para ela;
E juntos farão vidros
Como este da janela.
domingo, 9 de outubro de 2011
I Canto
domingo, 22 de maio de 2011
O PIRATA SEM CORAÇÃO
E essa solidão que me mata,
Me revira ao revés.
O mar, a calmaria,
Tudo vejo do convés.
Levanto a vela e não venta.
O sal nos olhos. O rum.
Navegar meu barco tenta
E não vai a lugar algum.
Saqueador fui por cem anos.
Pensei ser eu o ladrão.
Hoje, digo que me engano.
- Onde está meu coração?
Ele está bem enterrado
Na ilha da Espera Eterna;
A dez pés da rocha Uivante;
A cem palmos debaixo da terra.
No baú, a maldição
para quem ele abrir:
“Depois de muito o coração amar,
Você terá que partir”.
E o pirata sem coração navega,
Dia e noite, sem descansar.
A solidão como companheira,
E como casa, o mar.
Vou de chuvas a tormentas,
De calmaria a insolação.
Não abandono este barco
Até encontrar meu coração.
Me revira ao revés.
O mar, a calmaria,
Tudo vejo do convés.
Levanto a vela e não venta.
O sal nos olhos. O rum.
Navegar meu barco tenta
E não vai a lugar algum.
Saqueador fui por cem anos.
Pensei ser eu o ladrão.
Hoje, digo que me engano.
- Onde está meu coração?
Ele está bem enterrado
Na ilha da Espera Eterna;
A dez pés da rocha Uivante;
A cem palmos debaixo da terra.
No baú, a maldição
para quem ele abrir:
“Depois de muito o coração amar,
Você terá que partir”.
E o pirata sem coração navega,
Dia e noite, sem descansar.
A solidão como companheira,
E como casa, o mar.
Vou de chuvas a tormentas,
De calmaria a insolação.
Não abandono este barco
Até encontrar meu coração.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Quando o Vento Sopra

Morto, aquele aflito coração, já estava. O corpo era apenas a parte densa; a carcaça negra e lúgubre que, na terra, Deus, sabiamente, costuma deixar, a fim de aliviar a angústia dos que temem diante deste abismo gigante que é a morte.
Encontrá-la viva, a partir de agora, somente nos poemas, por ela, escrito. Seu sangue, desde então, será a frígida tinta espessa. Seu rumo estará em cada linha posta e lida. Sua dor será cada pausa; sua angústia, cada vírgula. E em meio este turbilhão de confusas palavra, seu amor é cada rima.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
CUIDE BEM DO SEU CORAÇÃO
Cuide bem de seu lago, com tudo que nele existe.
(....)
E quem sabe, quando crescer,
encontre uma linda moça
Que terá como coração, sementes.
Tendo cuidado bem do seu lago,
Regará, com a límpida água,
Todas as sementes que ela oferece.
Tua água cuidará das sementes,
E quando tiverem filhos, um dia,
Cada um terá como coração, uma planta.
O mais forte, um pé de bambu;
A menina, um campo de lírios;
E o terceiro, quem sabe um poeta,
terá como coração uma enorme árvore,
Onde pássaros farão os seus ninhos.
Então cuide bem de seu coração.
Do seu lago. Pois ele guiará teu caminho,
Desde já, todos dependem dele,
Seja a semente, o bambu, os lírios, a grande árvore e até os passarinhos.
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